Fique rico com… o Linux?

Ultimamente o Pinguim Investidor tem falado bastante sobre a parte de investir, mas pouco da parte Pinguim. Esse post joga um pouco pro outro lado da balança, enquanto ainda se mantendo no tópico da finansfera.


O seu computador e o software que ele roda na superfície parecem indiferentes, quase imperceptíveis na vida corrida de hoje. Com a velocidade e ubiquidade do smartphone, ninguém mais tem tempo pra parar e tentar entender como funciona a tecnologia, basta apenas que ela funcione. Poderia ser que, utilizando um sistema livre, completamente aberto e modificável, e desenvolvido independentemente por milhares de voluntários ao redor do mundo, você poderia enriquecer? A incrível resposta é sim.

Eu sou um grande fã do GNU/Linux. Eu o considero um sistema estável, eficiente, leve nos recursos, e que, em retrospectiva, me ajudou a enriquecer bastante na vida, até mesmo quando eu não esperava. O enriquecimento foi imperceptível pela maior parte da minha vida porque de certa forma, o prazer de usar e aprender o Linux mascarou o processo, e quando olhei pra trás já havia acumulado um monte de coisa. Aqui estão algumas coisas que o Linux pode te ajudar em ficar rico.

Obrigatoriedade do mindset do aprendizado

Usar o Linux implica aprender. Isto é uma praxe que acompanha o Linux desde a sua criação nos anos 90, e não importa o quão user-friendly as distribuições do Linux se oferecem (ahem, Ubuntu, Linux Mint, etc), o usuário sempre terá que aprender coisas novas ao usar o Linux.

As pessoas gostam de ter tudo entregues a elas sem qualquer esforço de aprendizado. Isso vale pra tudo. Historicamente, o Linux sempre foi considerado difícil, complexo para instalar, configurar e utilizar, mas na maioria dos casos, esta consideração provém do fato que o Linux te dá as intruções e pede pra que você faça as coisas ao invés de fazê-las por você. Só que as instruções não são necessariamente a leitura de um manual chato. Muitas vezes, uma rápida busca na internet já resolve o problema em alguns cliques, especialmente em distribuições modernas como Debian ou Ubuntu.

E ainda assim, muitas pessoas têm aversão a aprender coisas novas, mesmo que sejam simples, ou ensinem coisas úteis. Infelizmente, isso as rouba de um propósito maior: o desenvolvimento da cultura do aprendizado constante. Pode parecer pequeno, mas esse mindset reverberou pra mim em vários outros setores da vida, culminando na minha cultura de aprendizado de hoje – o querer sempre aprender mais.

Mas quais habilidades e skills tangíveis que o Linux me ensinou que eu já usei pra ganhar dinheiro, você me pergunta? Web development, administração de sistemas, configuração de redes, e – last but not least – capacidade de resolver incontáveis problemas de computadores que me economizaram várias consultas no tal do suporte técnico, dentre outras.

Computação light

Os requerimentos de Hardware de quase qualquer distribuição Linux são, em média, muito menores que aos dos outros Sistemas Operacionais. Não apenas isso significa que o Linux roda mais rápido e com mais capacidade, mas a economia é em dobro: não apenas você gasta menos com o hardware necessário para rodar, mas você também não precisa trocar de computador a cada 3 anos pra continuar rodando a versão mais atualizada. Eu mesmo possuo computadores de 2006 que ainda estão perfeitamente funcionais e atualizados graças ao Linux.

Um benefício “de tabela” deste conceito é que usando o Linux você também aprende a usar o seu computador inteiro de forma light. Você aprende a trocar a interface gráfica pelo texto. Os cliques e comandos repetitivos por scripts. O browser pela tela de comando. Os programas monolíticos e pesados por outros mais eficientes, etc.

As economias tiradas disso podem ser sumarizadas em uma palavra: eficiência.

Segurança embutida = tranquilidade

Não há sistema 100% seguro, e o Linux não é exceção alguma. Porém, a segurança é significantemente maior que a do Windows out of the box, e com um custo adicional de… zero reais.

Você pode argumentar que, por exemplo, hoje em dia a segurança no dispositivo final não é mais tão importante quanto as dos sites e serviços que utilizamos na internet armazenando nossas informações, como o PC como plataforma está diminuindo e a segurança dos dispositivos móveis é o que vai contar daqui pra frente… isso tudo é papo pra um outro post mais sério. O que estou falando é o seguinte: pra ter um computador seguro por padrão, você tem que usar ou Linux ou Mac. Exceto que o Linux não custa nada.

Qual é o benefício tangível que esta segurança por padrão te traz? Tranquilidade pra te deixar focar nas coisas que te trarão valor.

Etecetera

Não vou entrar em detalhes como o Linux, sendo livre e gratuito, pode ser usado para praticar habilidades de testes de segurança, aprender programação e desenvolver seus próprios programas e aplicativos de celular, como você pode praticar nele as habilidades necessárias pra tirar certificações profissionalizantes e se tornar consultor… acho que já provei meu ponto no post.

Tá, tá! Mas como eu começo???

Se o Pinguim te convenceu a experimentar o Linux, as maneiras mais simples de “botar a mão na massa” sem quebrar nada são essas (assumindo que você usa Windows):

  • Instale VirtualBox.
  • Baixe o DVD (.iso) do Ubuntu ou Linux Mint.
  • Crie uma máquina virtual no VirtualBox rodando o DVD como Live Media.
  • Inicie sua máquina virtual e bem vindo ao Linux!

Aqueles que possuem um Pendrive sobrando ou um DVD podem “queimar” a imagem .iso e experimentarem nativamente em seus computadores num processo chamado Live Media. Talvez eu fale mais sobre isso num post futuro.

Então é isso aí. Não sei que proporção da finansfera usa / usou Linux por aí, mas creio que é baixo. Talvez esse post tenha inspirado alguns para tentarem alguma coisa nova esse fim de semana. Quem vai tentar aí?

Abraços!

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