5 coisas que aprendi anotando todos os meus gastos por 2 meses

Resolvi recentemente controlar meu orçamento para melhor anotar os aportes mensais. No primeiro mês inteiro, o estudo foi 100% passivo: simplesmente anotava os gastos e separava por data e categoria e arquivava, sem esforço nenhum para controlar. Após um mês de dados arquivados, consegui separar as categorias e tive uma base para melhor conseguir me planejar, onde reduzir, onde aumentar, onde cortar, etc. O segundo mês teve uma aplicação mais ativa, onde eu com meu orçamento em mente resolvi controlar melhor as finanças.

Aqui estão algumas coisas que aprendi neste experimento:

1 – Se você não tem um orçamento, você não tem controle sobre o seu dinheiro

Se você não sabe o quanto gasta, você não sabe com o que gasta. Você não controla o seu dinheiro – o seu dinheiro te controla. Ponto final.

budget fail

2 – Custos de base são altos, mas não imutáveis

Vendo as minhas contas acumuladas, me dei conta que os tais “custos de base” que tanto se falam (aluguel / condomínio, luz, água, gás, celular, etc) não são insubstituíveis.

Posso mitigar meu aluguel fazendo escolhas inteligentes como me mudando para um lugar mais barato. Posso reduzir o supermercado comprando coisas mais simples ou comendo menos (e mais frequentemente). Posso reduzir a conta de celular pegando plano pré-pago, ou até mesmo não tendo um plano de celular. Fácil de fazer? Claro que não. Impossível? Também não.

3 – Diversão nada mais é do que um transporte e uma refeição

Salvo se o lugar pra onde você quer é 100% dedicado ao entretenimento, e de duração curta (ex: cinema, teatro, shows, boliche), qualquer outra forma de “diversão” na cidade grande nada mais é que ir a outro canto da cidade e comer em algum restaurante.

Como você corta estes custos? Levando comida de casa, é claro.

4 – Você não pode mudar o preço do transporte, mas você pode mudar o lugar pra onde vai

Pode fazer a passeata, protesto e black block que quiser; o preço da passagem de ônibus, litro de gasolina, do táxi ou do Uber só tenderá a subir. Mas o que você pode fazer é mudar o local onde você quer fazer as coisas.

Ir a pé ou de bicicleta a locais não tão longes também é uma alternativa altamente efficiente, saudável, e que te economiza bastante – vale a pena considerar se o seu lugar não é muito úmido ou violento.

5 – É possível ter entretenimento e vida social gastando pouco, ou até mesmo nada

Parques, natureza, piquiniques, praças, praias, play do prédio, espaços vazios em shoppings… a lista continua, e seus únicos custos continuam sendo aqueles apontados na lição #3. É só focar na experiência humana e jogar no lixo pra sempre o paradigma que diz que pra se divertir tem que ir pra algum restaurante ou bar.

Meu budgeting continua não sendo perfeito, mas enquanto eu trabalho nele, continuo sempre aprendendo e aumentando o meu controle sobre o meu dinheiro.

E vocês, tem alguma estratégia de orçamentos, ou alguma experiência interessante nesse assunto? Comentem aí!

Abraços!

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Publicado por

pinguiminvestidor

O pinguim é uma ave da família Spheniscidae, característica do Hemisfério Sul, em especial na Antártida e ilhas dos mares austrais, chegado à Terra do Fogo, Ilhas Malvinas e África do Sul. Este pinguim em particular prefere dinheiro às sardinhas, e é fã do software livre (GNU/Linux)

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