Resenha do Pinguim #1 – “The Subtle Art of not giving a Fuck” de Mark Manson

Resolvi iniciar outra série de posts, desta vez são resenhas de livros / filmes / documentários e outras coisas que tenho experimentado ultimamente. Infelizmente, pode-se esperar que 90% do material aqui seja em Inglês, pois essa é a minha preferência de leitura. Assuntos geralmente serão centrados em finanças pessoais e investimentos, mas outros off-topic poderão surgir. Vamos lá!


Confesso que peguei este livro pra ler quase que apenas por conta do título, que achei parte hilária, parte desafiante, e 100% interessante para inspirar a leitura. Acabou sendo uma decisão ótima e sem qualquer arrependimento da minha parte.

Para ter uma idéia mais ou menos qual é o tom de voz desse livro, leia essa sinopse do Goodreads:

In this generation-defining self-help guide, a superstar blogger cuts through the crap to show us how to stop trying to be “positive” all the time so that we can truly become better, happier people. For decades, we’ve been told that positive thinking is the key to a happy, rich life. “F**k positivity,” Mark Manson says. “Let’s be honest, shit is f**ked and we have to live with it.”

O cara já chega chutando a porta e metendo a faca. Awesome. Vamos ver o recheio desse livro.

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Reflexões: como economizar 45% do salário

Todo começo de mês é um ritual pra mim. Fecho os números dos gastos que tive no mês inteiro, analiso o que gastei, com o que gastei, e reajusto o budget para o mês seguinte com a experiência obtida. Talvez a minha estratégia de manter um orçamento seja um papo para um outro post completo, mas o que me supreendeu desta vez foi olhar o número final da planilha: 45% do salário total economizado. 45% de aporte mensal total.

Estive com a meta de economizar 40% do salário já há um tempo, e parece que desta vez a barreira foi quebrada finalmente. Não foi um acontecimento de uma hora pra outra; comecei o mês achando que seria igual aos anteriores e não bateria a meta mas lá para o final consegui ver que as contas se fechariam ao meu favor. Na última semana, tive a certeza exata que não só bateria a minha meta, mas conseguiria inclusive ultrapassar e economizar ainda mais acima dela. Aqui estão alguns insights que tive nesta aventura.

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Confrontando o cotidiano #1 – “é só vinte reais”

Estou começando uma pequena série para catalogar no blog as experiências hilárias, irônicas e frustrantes que a imersão na IF causa num mundo onde todos são programados para gastar. Espero que gostem!

Outro dia, almoçando no escritório, fui abordado por alguns colegas de trabalho sobre a minha decisão de trazer comida de casa. Quase sempre trago o almoço de casa em marmita, pois além de ser mais barato ganho a vantagem de poder comer exatamente a quantidade que quero, e saber exatamente os ingredientes que foram envolvidos. Este hábito não é exatamente incomum onde trabalho – muitos trazem de casa e passam almoçando ou na própria mesa ou no refeitório, e eu diria que a proporção dos que saem pra almoçar e os que ficam gira em torno de 60 a 40%.

Eis como a conversa fluiu, mais ou menos:

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Index Funds no Brasil – o que fazer?

Tenho lido vários recursos, em Inglês, que invariavelmente culminaram em recomendar Index Funds para investir. Várias pessoas lá fora recomendam eles para o pequeno investidor iniciante que não se sente seguro em analisar empresas. Este livro inteiro é escrito para dizerao leitor que ele deve investir em Index Funds*. E, embora eu não goste de apelar à autoridade nos argumentos, até o próprio Warren Buffett recomendou publicamente investir neles.

Ok, já estou convencido do que tenho que fazer. A surpresa? Não consigo achar nada parecido com um Index Fund no Brasil.

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O difícil caminho para o Minimalismo

Embora não seja um aspecto 100% necessário para atingir a Independência Financeira, muitos adeptos acabam aderindo ao minimalismo como efeito colateral de economizar dinheiro e evitar comprar bens supérfluos e passivos. A sinergia que se desenvolve é incrível: o minimalismo alimenta a ideologia da frugalidade e instiga o pensamento crítico (preciso disso para viver?), enquanto que a frugalidade e investimentos aplicados geram a escassez de recursos que tentariam o indivíduo a ignorar o minimalismo e comprar bens materiais (já gastei todo o dinheiro em investimentos, não posso comprar essa camisa).

Eu listo o minimalismo dentre os seus objetivos de vida, mas ainda não tive oportunidade de abraçá-lo completamente, e de certa forma acho que estou até longe disso. Não vejo este fato como um problema – muito pelo contrário, a experiência e aprendizado até agora são incríveis – mas reconheço que existem algumas coisas que ainda me seguram contra atingir o objetivo. Aqui estão algumas das barreiras que ainda me têm segurado nessa jornada.

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5 coisas que aprendi anotando todos os meus gastos por 2 meses

Resolvi recentemente controlar meu orçamento para melhor anotar os aportes mensais. No primeiro mês inteiro, o estudo foi 100% passivo: simplesmente anotava os gastos e separava por data e categoria e arquivava, sem esforço nenhum para controlar. Após um mês de dados arquivados, consegui separar as categorias e tive uma base para melhor conseguir me planejar, onde reduzir, onde aumentar, onde cortar, etc. O segundo mês teve uma aplicação mais ativa, onde eu com meu orçamento em mente resolvi controlar melhor as finanças.

Aqui estão algumas coisas que aprendi neste experimento:

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Atenção: Hedonismo mata (e te empobrece no processo)

Em Junho deste ano, a designer de moda Kate Spade, fundadora da marca de bolsas femininas que carrega seu próprio nome cometeu suicídio em Nova Iorque aos 55 anos de idade. Spade, que na época morava em Manhattan, comandava desde 1993 uma empresa com mais de 175 lojas mundialmente e possuía mais de 200 milhões de dólares em patrimônio pessoal, batalhava a depressão já há algum tempo, que culminou no suicídio em questão – completo inclusive com um bilhete final endereçado à filha.

Resumidamente, foram 25 anos de trabalho e 200 milhões de dólares para… literalmente nada.

O ditado “dinheiro não traz felicidade” é das antigas, mas nas décadas recentes caiu no esquecimento quase que total em parte por causa da necessidade de ostentação compulsiva na sociedade contemporânea. São necessárias notícias como essa para relembrar o pessoal quão frágil é o estilo de vida centrado ao consumismo, mas um lado que não é mostrado por estas é a razão pela qual o ditado é verdadeiro: a adaptação hedônica.

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